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COMO CULTIVAR PLANTAS CARNÍVORAS:

Como cultivar plantas carnívoras ou insetívoras


As plantas carnívoras sempre despertaram o interesse do público em geral, acendendo a imaginação das pessoas, devido à sua natureza exótica quando comparada com os demais membros do reino vegetal.
As plantas carnívoras são aquelas que realizam atração, captura e digestão de presas. Hermafroditas, elas se repoduzem por sementes. Crescem normalmente em lugares inóspitos e úmidos como montanhas e pântanos. Justamente por isso, elas complementam sua alimentação (feita através da fotossíntese como todas as plantas) com as proteínas animais das presas, grandes fontes de nitrogênio, que compensam o que não pode ser retirado do solo pobre e ácido onde crescem.
Essas excêntricas predadoras possuem folhas modificadas como armadilhas, muitas em cores brilhantes e cheiro de néctar para melhor atrair as presas. Encontradas em quase todo o planeta, menos na região dos pólos, as carnívoras medem geralmente de um a três centímetros, apesar de haver algumas que podem chegar a um metro.
São conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo todo (exceto a Antártida). Podem ser encontradas em regiões desde as quentes e úmidas florestas tropicais, até as tundras gélidas da Sibéria, ou os desertos esturricantes da Austrália.
O Brasil perde apenas para a Austrália no ranking de maior diversidade de espécies de plantas carnívoras apresentando 80 diferentes tipos.

Um exemplo de estratégias de captura de insetos é o da Sarracenia purpurea, espécie nativa da América do Norte. Ela possui folhas transformadas em jarros, muito coloridos, que funcionam como armadilhas. Para além da cor que atua como elemento atrativo para os insetos, estas folhas emitem ainda um odor, que os atrai para a margem dos jarros. Quando um inseto pousa, ele escorrega para o interior da armadilha, pois esta encontra-se umedecida por uma substância viscosa. Já dentro do jarro, os tecidos do inseto são digeridos por substâncias químicas que a estrutura vegetal segrega, transformando-se em nitritos e nitratos que são, em seguida, absorvidos pelo vegetal. O inseto é impedido de subir as paredes internas do jarro, pois estas encontram-se cobertas por pêlos viscosos, que garantem o insucesso da fuga.
    O cultivo é muito fácil e simples, quando atendidas suas necessidades básicas:
  • Iluminação solar direta o máximo de período do dia possível;
  • Os vasos das plantas devem estar sobre uma bandeja com água constantemente ou sempre úmidos;
  • Nunca deixe o substrato secar;
  • Durante o inverno (dormência), se a plantar parar de desenvolver novos "jarros", diminua a quantidade de água;
  • Umidade relativa do ar em torno da planta alta;
  • Substrato pobre em nutrientes;
  • Estar em local que tenha insetos.
  • Numca coloque fertilizantes, pois quanto mais pobre em nutrientes tiver o solo, melhor para elas.

Outras espécies, como a Drosera, têm grossos pêlos em suas folhas que produzem uma substância viscosa, às vezes com cheiro peculiar, que serve para atrair, prender e digerir o inseto. A maioria das Droseras precisam de muita luz e sol. Se não receberem luz suficientes podem parar de produzir as gotículas que utilizam para a captura de suas presas e suas cores não serão vibrantes como é a característica da espécie. As exceções para esta regra são Drosera adelae e Drosera burmanni que gostam de iluminação indireta.

A chamada papa-moscas (Dionea muscipula) possui a aparência mais assustadora entre as insetívoras. Suas folhas, de formas arredondadas, apresentam longos pêlos nas bordas. As folhas ficam abertas como bocas famintas e quando o inseto pousa sobre elas, se fecham rapidamente, aprisionando-os. A planta leva dias para digerir e absorver a sua caça. As papa-moscas precisam de muita luz e sol direto, pois se não receberem luz suficientes crescem longas e descoloridas.

Musgo esphagnum vivo: "ingrediente para plantio"
Este musgo é ideal para todas as espécies de plantas carnívoras principalmente as do gênero Nephentes, pois funciona como sinalizador para o estado de saúde de suas plantas. Se o musgo estiver crescendo dentro do vaso, não estando sobre potes com água, é sinal que suas plantas estão recebendo a correta quantidade de luz e água. Para cultiva-lo você só precisa de água pura (da chuva), e mante-lô em sombra parcial. Pode ser encontrado em casas especializadas.

Nunca plante carnívoras em compostos previamente adubados - Também não as plante em terra. O solo deve ser basicamente pobre em nutrientes, de pH baixo (ácido) exceto por algumas espécies de Pinguicula (necessitam de pH alto). Os principais componentes para o preparo do solo (utilizados no Brasil) são: pó de xaxim, musgo (do gênero Sphagnum) e areia. Há os que utilizam pó de xaxim e musgo na proporção 1/2:1/2; outros, utilizam os três componentes, numa proporção 1/3:1/3:1/3 (a areia melhora a drenagem do solo, tornando este mais próximo ao tipo de solo natural em que algumas carnívoras crescem).
Estes ingredientes são basicamente neutros em termos de nutrientes e os dois primeiros acidificam o meio (O xaxim é utilizado pelos aquarofilistas para acidificar a água de aquários que contenham peixes de águas ácidas). A areia deve ser de rio e não do mar.

Algumas plantas carnívoras como Nepenthes rajah, que vive em Bornéu, uma das ilhas da Indonésia, consegue capturar e digerir animais maiores como passarinhos, porém a grande maioria dessas plantas captura mosquinhas, besouros, borboletas e outros insetos menores.

Segundo biólogos, a palavra "carnívora" é uma maneira incorreta para se referir às plantas que comem insetos. Pois na verdade, as plantas carnívoras absorvem somente algumas substâncias dos insetos que ingerem, portanto, é mais correto chamá-las de insetívoras.



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