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Perigo dos Meteoritos - Impacto - Asteróides - Meteoros - Risco de colisão - Meteorito de Bendegó.
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O perigo vem do céu




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O PERIGO DOS METEORITOS:

Diferença entre Meteoróide, Meteoro e Meteorito:

O corpo sólido que entra na atmosfera é um meteoróide que, ao queimar, produz o fenômeno luminoso, meteoro. Se sobrar resíduo e cair um pedaço na Terra, é chamado de meteorito.
Não muito longe daqui, milhares de toneladas de rochas navegam no espaço. Ao caírem sobre a Terra, recebem o nome de meteoritos. Uma das maiores é o asteróide Ceres 1, com diâmetro entre 941 e 1003 quilômetros, o maior asteróide do "cinturão de asteróides", compreendido entre as órbitas de Marte e Júpitere e é o corpo mais maciço da região do sistema solar (também classificado como "planeta anão".
Diversos mecanismos podem fazê-los sair de suas órbitas. Como exemplo, a colisão entre os próprios asteróides ou a forte atração gravitacional de Júpiter, que pode modificar a trajetória alguns deles, deslocando-os do Cinturão para uma nova órbita, capaz de cruzar a órbita terrestre.
Outro grupo de asteróides, conhecidos por Apolos, Amor e Atens, circulam em regiões distintas do Sistema Solar. Estes objetos representam um risco muito mais imediato do que os do Cinturão, já que suas órbitas naturais cruzam a órbita da Terra.
Não é preciso ser um cientista para imaginar os resultados de uma colisão com essa coisa, mas vamos ao que eles dizem: um asteróide com 10 metros de diâmetro, movendo-se em direção à Terra, a 32 mil km/h, teria um impacto superior ao de uma bomba atômica. Se tiver um quilômetro, o impacto equivaleria a um milhão de bombas atômicas e a Terra ficaria em escuridão total por meses. Haveria contaminação química de lagos, solos e rios, e a temperatura cairia dezenas de graus, transformando o planeta num grande freezer. Tudo seria destruído.
Perigo em 2880
Segundo a Nasa (agência espacial norte-americana), o perigo real está reservado para o dia 16 de março de 2880.
Nesse dia, há uma chance significativa de que o meteoro catalogado como 1950 DA, com pouco mais de um quilômetro de diâmetro, se choque com a Terra. O impacto de uma rocha desse porte, zunindo a 66.600 km/h, teria a intensidade de milhares de bombas atômicas.
Uma área num raio de 300 quilômetros do impacto seria totalmente devastada. E o resto do planeta entraria no chamado inverno nuclear: a atmosfera abrigaria toda a poeira erguida na pancada, impedindo a entrada da luz solar e matando toda a vida vegetal. Sem as plantas, os animais morrem. Sem animais e vegetais, a situação pode ser definida em três palavras: fim da civilização.
Mas não se desespere. Quando os cientistas dizem "uma chance significativa", estão longe de querer dizer "certeza". Segundo a turma do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a possibilidade de o impacto descrito acima acontecer é de 1 em 300 (0,33%).
A razão para tamanha incerteza é que calcular a órbita de um asteróide por um período de tempo tão grande não é nada fácil. A equipe do JPL publicou um estudo na "Science" no início do ano que está mais para um "tour de force" matemático.
E, embora a probabilidade de impacto seja pequena, é a maior já calculada para um astro do tipo. "É três ordens de magnitude [mil a dez mil vezes] maior que a probabilidade calculada para qualquer outro objeto", diz o estudo.
Fonte: Folha Online de 06/09/2002

O maior meteorito já achado (Hoba, na Namíbia-sudoeste da África) pesa 60 toneladas.
O meteorito de Bendegó, o maior meteorito brasileiro, pesando 5360 kg, é constituído por 95,1% de ferro, 3,9% de níquel e 1% de outros elementos.
Na Cordilheira Mexicana foram encontrados grandes meteoros com até 40 toneladas de peso; estes, bem como, o Bendegó, classificam-se em meteoros holossideritos,por serem compostos essencialmente de ferro e níquel.
O Bendegó foi encontrado em 1784, próximo a cidade de Monte Santo, perto do riacho de Bendegó, no sertão da Bahia, pelo menino Bernadino da Motta Botelho, quando tomava conta de algumas cabeças de gado.
Até hoje e não se sabe a data que ele caiu. Somente em 1887 uma expedição, chefiada por Jose Carlos de Carvalho, tenente da Marinha, na epoca, foi ate o local e trouxe para o Rio de Janeiro, a pedido de D. Pedro II e de alguns membros da Academia de Ciências de Paris. Ele esta no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, desde 1888.
Um bom exemplo do que acontece quando um asteróide pequeno bate na Terra é a Cratera de Barringer (também conhecida como a Cratera do meteoro) perto de Winslow, Arizona. Foi formada por um meteoro férreo há aproximadamente 50.000 anos atrás.
Ele tinha cerca de 30-50 metros de diâmetro. A cratera tem 1200 metros em diâmetro e 200 metros de profundidade. Foram identificadas aproximadamente 120 crateras de impacto na Terra.
Um mais recente impacto aconteceu em 1908 em uma região despovoada remota da Sibéria ocidental conhecida como Tunguska . O objeto tinha aproximadamente 60 metros de diâmetro e provavelmente consistia de muitos pedaços levemente agrupados. Em contraste com o evento da Cratera de Barringer, o objeto Tunguska desintegrou completamente antes de bater no chão e assim nenhuma cratera foi formada. Entretanto, todas as árvores foram derubadas em uma área de 50 quilômetros. O som da explosão foi ouvido em Londres.
Há provavelmente pelo menos 1000 asteróides maiores que 1 km de diâmetro que cruzam a órbita da Terra. Um destes atinge a Terra pelo menos uma vez a cada um milhão de anos em média. Os maiores são menos numerosos e os impactos são menos freqüentes, mas algumas vezes acontecem e com conseqüências desastrosas .
O impacto de um cometa ou asteróide com o tamanho de Hephaistos ou SL9 que bateu na Terra foi provavelmente o responsável há 65 milhões de anos atrás pela extinção dos dinossauros . Deixou uma cratera de 180 km agora enterrada debaixo da selva perto de Chicxulub na Península de Iucatã.


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