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O motocross é uma modalidade de esporte radical, praticada sobre as motos de estilo Enduro, são várias as categorias do Motocross, como: Arenacross, Trial e Enduro. Motocross (freqüentemente encurtou (MX) ou MotoX) é uma forma de motovelocidade ou Off road, que os pilotos sujeitaram circuitos de fora-estrada inclusos em circuito fechado e são considerados amplamente, como a forma mais popular do mundo de corrida de motocicletas.
Modalidade criada na Inglaterra no começo deste século, foi dominada até o começo da década de 60 - época na qual as motos tinham motor 4 tempos e eram motos de rua, com pequenas modificações - pelos próprios ingleses e também os suecos. Também na década de 60, os espanhóis, que fabricavam motos das marcas Monteza, Ossa e Bultaco, entre outras, criaram o motor 2 tempos e passaram a dominar o campeonato até o fim da década, época que as fábricas japonesas passaram a fabricar motos de cross.A partir dos anos 70, os pilotos belgas se destacaram e vêem sendo alguns dos melhores pilotos mundiais até hoje. No começo dos anos 80, as fábricas japonesas passaram a dominar o campeonato de construtores, o que continua acontecendo atualmente.Os campeonatos brasileiros de Motocross começaram na década de 70 e possuem, atualmente, as seguintes características: o circuito é de no mínimo 1500 metros, com obstáculos naturais (como subidas e descidas de montanhas, por exemplo) . No gate, podem haver até 40 pilotos que correm em duas baterias de 40 min. Mais uma volta. Esta é uma modalidade de resistência e conjunto.
Modalidade criada no Brasil, na década de 80, comporta-se mais como um Rally, pois, como este, deve-se respeitar uma média horária. Acontece, também, dentro de matas e num percurso desconhecido, no qual o piloto é obrigado a seguir um roteiro que lhe é entregue na largada. Conheça aqui o regulamento e o calendário das provas do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade.
Modalidade criada pela FIM, seu primeiro mundial foi em 49 e as categorias eram : 125cc, 250cc, 350cc, 500cc com motor 4 tempos. Nesta época, os melhores pilotos eram, em sua maioria, italianos e ingleses. A partir da década de 70, os motores de todas as motos passaram a ser 2 tempos, já que as fábricas japonesas começaram a fazer motos de Motovelocidade com a mesma tecnologia das motos de cross. No final dos anos 80 foi criada a modalidade Superbike, onde correm somente as motos 4 tempos.
Criado na Inglaterra, o Enduro exige que os pilotos respeitem um percurso de, no mínimo, 200Km, com um tempo ideal. Neste percurso têm-se vários trechos especiais cronometrados. O vencedor será quem fizer o menor tempo. Na prova, somente o piloto poderá dar manutenção à moto e isto ocorre dentro de horários pré-determinados. A moto só pode dormir no parque fechado, que é aberto ao tempo. Esta modalidade testa a resistência do piloto e de sua moto.
Segundo a Federação Internacional de Motociclismo - FIM, trata-se de uma prova em circuito fora de estrada, com obstáculos naturais.
Desde sua primeira prova no início do século, somente alguns anos mais tarde, na Holanda e na Bélgica, recebeu o nome de Motocross, apesar da Inglaterra ser o país onde nasceu o motociclismo fora de estrada.
Em 1947, na Holanda, foi realizada a primeira prova internacional, com motos de 500 cilindradas, denominada Motocross das Nações.
Os primeiros Campeonatos Mundiais de Motocross das categorias 500cc, 250cc e 125cc, iniciaram-se em 1957, 1962, e 1975 respectivamente.
No Brasil, o Motocross passou por fases gloriosas, com grandes eventos e patrocinadores. Em meados de 1985, a Yamaha importou dois pilotos norte americanos, Rodney Smith e Kenny Keylon, que com suas pilotagens radicais mudaram completamente a prática do esporte, já que os brasileiros tinham um estilo europeu na tocada da moto.
Outros pilotos estrangeiros passaram pelo Campeonato no Brasil, mas Rodney Smith foi uma presença muito forte e marcante, incentivando jovens pilotos com técnicas mais agressivas.
Como forte evento, os Campeonatos patrocinados pelas marcas de cigarros Marlboro e Hollywood, contribuíram para a rápida explosão do Motocross. No caso do Campeonato Hollywood, as etapas sempre foram bem organizadas, com belas pistas, sempre com gates lotados, inclusive as arquibancadas.
Inicialmente denominado Hollywood Motocross, com motos nacionais e posteriormente com motos importadas, passou para o Supercross mantendo sempre o mesmo brilho.
Quando se fala em motos para a prática de motocross e supercross, verificamos a existência marcante dos japoneses no mercado, cada marca com sua vedete, diferenciada inicialmente pelo visual colorido.
As Hondas são vermelhas, Yamahas azuis, Suzukis amarelas e as Kawasakis verdes. Apesar das fábricas japonesas, uma empresa européia é destaque nas competições, que é a KTM.
Do início do esporte até nossos dias, as motos foram totalmente modificadas, nas suspensões, quadros, motores e outros itens, muito em função da radicalização do esporte, com provas mais agressivas, curtas e obstáculos arrepiantes.
A Primeira
Moto
TUDO COMEÇOU COM ELE
O alemão Gottlieb Daimler foi pai do motociclismo meio sem querer. Seu
gênio incontestável contribuiu decisivamente para que se produzisse o
motor a explosão Gottlied Daimler, alemão, é oficialmente o inventor da
motocicleta, embora ingleses, franceses e italianos também reivindiquem
para si esse título. Nascido em 1834, Daimler trabalhou na firma Otto
& Langen, e depois foi diretor da fábrica Deutz. A partir de 1882, dedicou
-se a seus próprios projetos, e em 1884 homologou a patente de um motor
de combustão interna com ciclo de quatro tempos e cilindro horizontal
- um grande avanço para época. Em 1885, construiu um motor mais aperfeiçoado
- sempre monocilíndrico - que montou numa armação de madeira com duas
rodas principais, ás quais acrescentou duas rodinhas laterais para manter
o equilíbrio. Daimler não estava propriamente interessado em produzir
um veículo de duas rodas, pois já estava projetando algo que viria a ser
um automóvel. Isso fica claro quando se observa o contraste entre a perfeição
do motor e a rusticidade da armação em que estava instalado - destinada
apenas a sustentar o motor durante os ensaios. Essa máquina de Daimler,
tão feinha, tinha características técnicas que revelavam a genialidade
de seu construtor. Por exemplo, a transmissão do motor para a roda traseira
era feita com a ajuda de uma correia comandada a partir do guidão. Esse
guidão podia girar sobre si próprio. Girado num sentido, colocava a correia
sob tensão. Girado no sentido oposto, o guidão afrouxava a correia e a
acionava um freio sobre a roda. Era um mecanismo precursor do punho de
aceleração. Como o guidão não estava fixo á coluna de direção, que ficava
deslocada para trás, era preciso uma transmissão por correia que fazia
a roda virar para a esquerda ou para a direita. Daimler construiu logo
um segundo veículo no qual a transmissão final era feita por uma correia
que ia desde o motor até um pinhão, que se engrenava sobre a coroa da
roda. Nesse motor Daimler eliminou o guidão giratório: agora, o guidão
se fixava diretamente na coluna de direção. Também o motor, que tinha
uma cilindrada de 264cc, potência de 0,5 cv e um regime de giros de 700
rpm (bem elevado para a época), melhorara bastante. Uma caixa fixada ao
lado do cabeçote continha os dispositivos de ignição e de distribuição.
A alimentação fora aperfeiçoada: por uma alavanca o condutor regulava
a entrada da mistura vinda do carburador. A lubrificação era feita gota
a gota: uma engraxadeira deixava cair regularmente uma gota de óleo sobre
o cilindro. A cada modelo, Daimler aprimorava as condições técnicas. E,
mesmo que sua intenção não fosse a de construir uma motocicleta, ele acabou
provando que um motor de combustão interna, pequeno e de pouco peso, podia
muito bem ser utilizado como meio de transporte individual de duas rodas,
com boa dirigibilidade e preços bem em conta.
Enquanto
o dia amanhece sobre uma bonita paisagem, ouve-se o barulho distante,
entrecortado e irregular de um motor que "sofre". Na medida em que o barulho
vai ficando mais próximo, percebe-se num canto do cenário um estranho
conjunto, percorrendo um caminho acidentado e enlameado que parece não
levar a lugar nenhum. Com um pouco mais de atenção, pode-se identificar
uma motocicleta. Sobre ela, uma figura humana coberta de barro, com o
rosto congestionado e marcado pelo cansaço: um piloto de enduro. Enduro
é uma palavra que vem de "endurance" que em francês quer dizer "resistência".
É uma modalidade esportiva muito particular.
Em poucas palavras, é um rally em todo-terreno. Os trajetos são desconhecidos
e muito variados (trilhas, lamaçais, aclives e declives incríveis, travessia
de riachos etc.). E as distâncias oscilam, em média, entre 100 e 300 quilômetros.
Os participantes devem respeitar uma média horária a ser fornecida, e
largam de um em um, ou então, em duplas, com intervalos entre si que variam
de 30 segundos a 1 minuto. Só na hora da largada é que eles recebem uma
planilha com o roteiro a ser seguido, contendo os trechos neutralizados
(pontos em que é dado uma tempo que possibilita paradas), de deslocamento
(que geralmente são trechos de cidade, com tempos bem razoáveis para serem
percorridos), trechos de regularidade (com médias de tempo a serem seguidas)
e, se for o caso, a indicação de testes especiais: velocidade, non stop
(em que é proibido parar ou colocar o pé no chão), subida de montanhas,
travessia de riachos, entre outros . Ao longo do caminho, estão distribuídos
vários postos fiscais, para controlar o horário de passagem de cada um
naquele ponto.
Como o piloto
nunca conhece previamente o percurso, ele não tem a mínima noção das dificuldades
que irá encontrar. Além de "procurar" o caminho descrito no roteiro ele
deverá se esforçar para andar sempre dentro da média horária estipulada
pelos organizadores para aquele determinado trecho, pois nele poderá ter
um posto de controle (PC), que tem o horário ideal da passagem de cada
motociclista. Cada segundo de adiantamento ou de atraso em relação a esse
horário significa um ponto perdido. Durante a prova, o piloto não pode
receber ajuda externa, a não ser ferramentas, combustível e óleo lubrificante,
sempre em locais predeterminados. Em alguns países, chega-se a "lacrar"
diversas partes das motocicletas, para que se tenha absoluta certeza de
que nenhuma delas foi substituída durante a prova. Se furar um pneu, o
piloto terá de repará-lo sem nenhuma ajuda. Normalmente, nos enduros,
há algumas provas de dificuldade (non stop) ou mesmo de velocidade, e
para cada uma se aplicam critérios de penalização diferentes. Na verdade,
os regulamentos apresentam uma variação pequena de um país para outro
quanto a regras, penalização ou regulamentação. Portanto, para conhecer
essas normas com todos os detalhes, é preciso procurar a federação de
motociclismo local. Os enduros e as motos fora-de-estrada foram criados
na Inglaterra.
Mas antes,
na época da Primeira Guerra Mundial, já eram comuns as provas de trial
(uma outra modalidade de prova fora-de-estrada, feita só de obstáculos):
entre elas se podem destacar duas que eram clássicas por terem a duração
de seis dias cada uma. Dá para imaginar seis dias inteiros de dificuldades
com aquelas motocicletas imensas... Uma dessas provas, o Scottish Six
Days Trial, criado em 1911, é disputada até hoje na Escócia e se conserva
como trial, uma prova de obstáculos. E a outra, o English Six Days Trial
- que daria origem ao enduro -, foi realizada pela primeira vez em 1913.
Nessa época, para o deslocamento entre áreas de non stop se impunham médias
cada vez mais altas e arriscadas. Então, o English enveredou pelo caminho
da velocidade, até que finalmente os trechos de dificuldade foram totalmente
suprimidos. Tinha nascido o enduro.
Esse enduro
se popularizou, começou a ser disputado também em outros países e então
abandonou o nome "English", passando a se chamar International Six Days
Trial (ISDT). Assim o nome "trial" permaneceu, embora a prova não seja
dessa modalidade. Atualmente, existem o Campeonato da Europa do Enduro
e o ISDT - que não vale para esse campeonato e se realiza em setembro,
cada ano num país diferente. São admitidas motocicletas desde 50 cm3 até
as de cilindrada superior a 750 cm3, dividas em várias classes.
Fonte:
Enciclopédia do Enduro
O dragster
é uma modalidade motociclística muito especial. Mas também é das mais
simples: é uma prova de velocidade disputada entre dois pilotos num percurso
de 400 metros, sempre em linha reta. O vencedor de cada prova passa automaticamente
para a próxima, e assim sucessivamente até o confronto final. Nas corridas
de dragster, praticamente não chances de recuperação. Como são só 400
metros a serem percorridos do começo ao fim da competição, a diferença
entre o vencedor e o vencido costuma ser de alguns milésimos de segundo.
Tudo se desenvolve a uma velocidade fulminante: o quarto de milha é geralmente
percorrido em menos de dez segundos. Esse tipo de prova é tão incomum
que, para poder registrar o seu tempo e a velocidade máxima de cada moto,
é indispensável usar um sistema eletrônico de cronometragem. Os dois pilotos
colocam suas motos entre duas células fotoelétricas e aguardam o sinal
de partida. Todo o controle é feito por meio de luzes sinalizadoras colocadas
bem alto, entre as duas pistas. Cada piloto corre numa pista independente,
paralela à de seu concorrente. As luzes são de cores diferentes e acendem
em seqüência.
A mais alta assinala que a posição dos pilotos está correta. Abaixo dela,
as outras marcam uma contagem regressiva. Quando se acende o verde, é
dada a saída. Abaixo de todas está uma luz vermelha, que se acende quando
o piloto queima a largada, desclassificando - o. DOS TIPOS DE MÁQUINA
No dragster existem basicamente dois tipos de moto, divididos, por sua
vez, em várias categorias. No primeiro grupo estão as motos normais de
série, iguais às que se usam nas ruas. O grupo também inclui as motos
Pro Street da Europa e Pro Stock dos Estados Unidos, que são aperfeiçoamento
das motos de rua.
As Pro Street
têm condições de cobrir o quarto de milha em menos de nove segundos, o
que demonstra do que são capazes em relação às mais potentes motos de
série. As Pro Street são equipadas com rodinhas de estabilização instaladas
na traseira. Isso impede que a moto empine demais a roda dianteira e derrube
o piloto. NITROMETANO É O COMBUSTÍVEL O segundo tipo - o drag bike, ou
moto para corrida de aceleração - se parece muito mais com uma moto de
corrida.
Como o nome
indica, que é uma moto construída especialmente para o dragster. Seu quadro
leve carrega só o indispensável para permitir ao piloto cobrir o quarto
de milha o mais rápido possível. Muitas dessas motocicletas são superalimentadas
e utilizam como combustível um gás composto de nitrometano, que se evapora
rapidamente. As motos consomem em média 4,5 litros desse gás por prova.
As máquinas que empregam o nitro são conhecidas por fuel bikes ou motos
a gás, enquanto as que correm com gasolina se chamam gassers. O dragster
é um grande espetáculo.
Depois que
o motor entra em funcionamento, os pilotos provocam o aquecimento forçado
do pneu traseiro. Acelerando o motor com o pneu dentro de uma pequena
poça de água, ele gira em falso levantando densas nuvens de fumaça e aquecendo
rapidamente. Isso é feito antes da corrida, com o objetivo de esquentar
o pneu e conseguir que ele tenha mais aderência ao asfalto.
A Califórnia
é quase um paraíso para o motociclista: paisagens bonitas, estradas boas
e tranqüilas, clima sempre ensolarado. Esse paraíso foi descoberto bem
cedo. Em 1947, as motos - quase todas americanas, Indian e Harley-Davidson
- povoavam a Califórnia como formigas. Depois, no começo da década de
50, formaram-se os primeiros grandes grupos de motoqueiros, todos com
nomes muito sugestivos: Hell's Angels (Anjos do Inferno), Galloping Gooses
(Gansos Galopantes), Satan's Sinners (Pecadores de Satanás) e Booze Fighters
(Lutadores Bêbados).
Na origem
desses grupos havia o problema de reintegrar á rotina da vida comum os
soldados desligados no pós-guerra. Muitos deles simplesmente não admitiam
voltar ao tipo de vida que levavam antes da guerra. Viciados em emoções
fortes, acharam que podiam encontrá-las vagando em grupos de motos pelas
estradas, sem destino nem leis.
DE MARGINAIS
A ÍDOLOS DA AMÉRICA
O angel típico
dessa época já era muito diferente de seus antecessores de jaqueta de
couro. Era um tipo barbudo, com cabelos compridos e desgrenhados e algumas
cicatrizes conseguidas em brigas de bar e acidentes de moto. Usava botas
pesadas, capacete com grossa crosta de óleo e graxa, e jaqueta jeans sem
mangas. Parecia que quanto mais agressiva fosse a aparência maior seria
o seu prestígio no grupo. Em princípio, estava disposto a infringir a
lei - principalmente com brigas, uso de drogas e agressões sexuais. Em
sua chopper Harkey-Davidson, era o rei da estrada. Os meios de comunicação
viram nos angels um grande tema: motos, sexo, violência e drogas, tudo
no mesmo pacote. Eles apareciam em centenas de jornais e revistas, davam
entrevistas no rádio e na televisão e fechavam bons contratos com produtores
de Hollywood.
Além disso,
eram cortejados por místicos e poetas, convidados para recepções por intelectuais
e liberais de toda a Costa Oeste. E, claro, exigiam bons cachês em troca
de fotos e entrevistas.
PAZ E AMOR
COM OS DIABOS
Quando uma rede de televisão tentou informar-se sobre o local de sua próxima
aventura, para poder filmá-la, eles fizeram uma contraproposta: badernariam
em qualquer cidade a escolher, em troca de 100 dólares por vítima. Chegaram
a oferecer seus serviços ao presidente Johnson, como combatentes de elite
na Guerra do Vietnã. Mas o público acabou se desinteressando por eles.
A bárbarie saiu de moda, substituída pelo flower power dos hippies e,
no fim da década de 60, os Hell's Angels acabaram sendo contratados para
fazer a segurança de um concerto dos Rolling Stones em Altamont, Califórnia
- onde mataram a punhaladas um jovem que brandia uma pistola no palco.
Assim, seu tempo de paz e amor durou pouco. Voltaram à estrada, seu elemento
natural, para desempenhar novamente o seu papel.
Uma
corrida de velocidade em circuito fechado, sobre terreno acidentado com
buracos, saltos, inclinações, curvas e obstáculos dos mais diversos tipos,
é praticamente uma arte - a arte do motocross. Foi na Inglaterra que a
pacata moda de passear pelo campo, andar entre árvores e pelo leito dos
riachos acabou gerando competições acirradas.
Nessa
primeira fase, as provas eram pontuadas de acordo com o número de faltas
cometidas pelos concorrentes em trechos controlados por fiscais. Isso
ainda não era motocross: parecia mais uma prova de trial ou de regularidade.
Insatisfeitos, os ingleses colocaram novas regras no jogo. O percurso
passou a ser totalmente delimitado, transformando-se num circuito fechado
e protegido do público. Uma vez lá dentro, salve-se quem puder. Ganha
o mais rápido. Essa nova modalidade foi chamada de scramble, e por muito
tempo foi dominada pelos ingleses. A partir de 1920, quando começou a
ser conhecido na Holanda e Bélgica, é que o esporte ganhou o nome de motocross.
No princípio, o cross era praticado com máquinas inglesas derivadas das
motos de turismo de série, mas muito rapidamente se percebeu que embora
modificadas, essas motos ainda eram muito pesadas e pouco ágeis. Foi o
piloto inglês Brian Stonebridge quem construiu a primeira motocicleta
específica para a modalidade, a partir de um motor de 197 cm3. Mais tarde
esse motor teve a sua cilindrada aumentada para 250 cm3 e para 500 cm3.
A primeira competição internacional foi na França, em 1939, mas por muito
tempo o motocross não seria reconhecido internacionalmente como esporte.
Só em 1952 foi declarado oficialmente o primeiro campeão da Europa, na
única categoria disputada: a de 500 cm3. O campeão foi o belga Victor
Leloup, com uma FN, também belga, que junto com as Gillet e as Sarolea
era uma das principais motos usadas nos campeonatos.
Nos anos
60, muita coisa mudou, principalmente o sonho das pessoas. Por exemplo:
antes, ter um carro era o máximo, um alto símbolo de status. Já a moto,
herança dos tempos de guerra, era um veículo basicamente utilitário, nada
romântico. Lá por 1965, a situação se inverteu: carro virou uma cosa corriqueira
e moto símbolo de aventura e liberdade. Com a crescente popularidade das
duas rodas, aparecem as primeiras motos miniaturizadas em escala.
Para os modelistas,
que têm atração sempre pelo mais complexo, a moto oferece estímulos quase
inesgotáveis, com centenas de detalhes. Por exemplo: o tanque de combustível
é uma parte relativamente simples, mas fica muito difícil instalar a tampa
sobre ela. Dá para fazer uma peça fixa em relevo, mas construí-la de modo
que possa ser aberta já é um artesanato realmente especial. O primeiro
conceito com o qual o modelista precisa se familiarizar é o da escala
- ou seja, é preciso estabelecer o número de vezes que o objeto será reduzido.
Se o objetivo for apenas conservar o aspecto do conjunto, é possível reduzir
bastante. Se, ao contrário, o que interessa são os detalhes, a miniaturização
não pode chegar a extremos. Muitos detalhes podem ser mais ou menos duplicáveis,
contando com técnicas bem sofisticadas, de acordo com o tamanho do modelo.
Algumas características são obrigatórias, mesmo para os modelos minúsculos
(escala 1:32), como a direção e rodas que girem.
Os bons nessa
arte alcançam uma perfeição fantástica. Montam-se centenas de peças, incluindo
todos os elementos do motor (bloco, cárter, bielas, pistões, parafusos,
cabeçote com válvulas etc.) molas, selim regulável, freios, bateria com
elementos visíveis, etc. Isso, claro exige um folheto de montagem, muita
paciência, atenção e habilidade. Uma das primeiras firmas que lançou motomodelos
no mercado foi a Mignon Model, com uma série de micromotores prensados
em fundição. Logo outras empresas seguiram o exemplo.
DESAFIOS
SEM PARAR
Praticado desde o começo do século, trial é um tipo de prova que requer
sobretudo muito treino do motociclista, além de equilíbrio e coordenação.
Apesar de muito antigo na Europa, só em meados da década de 80 começou
a ser conhecido no Brasil - por causa da inexistência de motos específicas
para sua prática. "Trial" é uma palavra inglesa que significa "prova",
"tentativa", "provação". Como modalidade esportiva, ela significa basicamente
um desafio incessante. Pista, Motos E Regulamento: Tudo Muito Especial.
Mais especificamente, trial é o desafio de superar obstáculos em terreno
acidentado. Os locais onde se disputam as provas têm características próprias
e muito especiais. Não é circuito comum com instalações fixas, mas um
terreno escolhido cuidadosamente e demarcado em zonas montanhosas. As
motocicletas são leves, compactas e sem detalhes supérfluos. Os motores
são de média cilindrada, pouco potentes, mas dóceis e extremamente elásticos
(mantêm sua potência nas baixas e nas altas rotações).
Não é uma
prova de velocidade, mas de habilidade, na qual se conta a quantidade
de penalizações sofridas pelo piloto durante o percurso. Assim, a única
forma de se determinar o vencedor de uma prova de trial é pelo número
de penalidades competidas. No Começo, Trial com motos de turismo. O terreno,
o tipo de motocicleta e o sistema de penalização são diferentes em relação
aos demais esportes off-road. Entender o trial é muito simples, mas só
assistindo a uma prova é que se pode avaliar o grau de dificuldade desse
tipo de competição. Como vários outros esportes motociclísticos, o trial
nasceu na Inglaterra entre 1900 e 1910. Foi lá que se começou a adaptar
as motos de turismo, até que elas se tornassem mais adequadas ao novo
tipo de utilização.
Naturalmente,
as primeiras eram marcas de fabricação nacional, como Ariel, BSA, AJS,
Norton, Greeves e outras menos famosas como Raleigh, Douglas, James e
Velocette. Algumas eram simplesmente modelos de série modificados, mas
havia os que tentavam construir suas próprias motos com peças de várias
máquinas diferentes. Apesar de tudo, ainda não se podia chamar de trial
o que se praticava naqueles tempos. Seria mais certo dizer que eram excursões
em grupo, que pouco a pouco enveredavam por caminhos cada vez mais difíceis.
Os mais hábeis e os que tinham as melhores motos conseguiam se destacar
dos demais - indo mais longe ou mais alto.
Quanto mais
difíceis eram os obstáculos, mais fascinante ficava a brincadeira. Com
o passar do tempo, não contentes em só demonstrar suas habilidades por
caminhos difíceis, os participantes criaram um regulamento com penalizações,
regras, juízes e, é claro, classificações. Os Pilotos Largam Por Sorteio
Um ano fundamental para a continuidade do esporte foi 1911, quando se
realizou a primeira edição do Scottish Six Days Trial. Mas podemos situar
com certeza a época de maior desenvolvimento da modalidade. Foi entre
1922 e 1925 que muitos pilotos se entusiasmaram por essa competição, em
que não existe uma confrontação direta entre os participantes e o essencial
é explorar ao máximo as potencialidades da motocicleta para superar com
coragem e paciência irregularidades do terreno. Geralmente o campo de
provas é uma área aberta com percurso demarcado, um pátio de vistoria,
uma linha de partida, muitas áreas de extrema dificuldade, controladas
por fiscais, onde é proibido parar ou colocar o pé no chão (são as áreas
chamadas non stop), além de percursos de deslocamento (que vão de uma
área de non stop a outra). Antes do começo da prova, as motos passam por
uma vistoria de suas condições mecânicas e da documentação (as motos de
trial podem trafegar normalmente). Liberada a motocicleta, os pilotos
esperam a vez de partida de cada um, que é determinada por sorteio. Eles
largam sozinhos ou em grupos de até três pessoas, com intervalos entre
si que variam de um a dois ou três minutos, conforme a prova. Nos trechos
demarcados como sendo de ligação entre as áreas non stop, devem fazer
a média de 20km/h.
O Negócio
não é correr, mas fazer um percurso limpo. Enquanto esperam o começo da
prova, os pilotos podem andar a pé para um reconhecimento das dificuldades
do traçado. Desse modo, quando começa o percurso, cada um já tem em mente
qual a melhor tática para a transposição de cada obstáculo. Ele deve fazer
isso sem sair do caminho delimitado (que pode ser uma passagem estreita,
sem muita possibilidade de escolha, ou uma bastante ampla), sem parar
e sem apoiar os pés no chão. Um percurso é considerado limpo quando percorrido
sem nenhuma falta. O participante perde um ponto quando apóia um dos pés
no chão ou quando encosta numa das demarcações da pista, mesmo sem derrubá-la.
Perde dois pontos quando apóia o pé no chão duas vezes, ou os dois pés
de uma vez, e assim sucessivamente. Parar, cair, descer da moto ou sair
das linhas demarcatórias são faltas mais graves. Perdem-se cinco pontos
por cada uma delas. O mais importante não é o tempo gasto no percurso,
porque não se corre contra o relógio. Mas existe um tempo máximo para
os pilotos alcançarem a chegada, depois de passarem pelas áreas non stop.
Normalmente esse tempo oscila entre seis e oito horas, que é o tempo total
de duração da prova. Assim, quando dois concorrentes estão empatados em
número de pontos, o desempate é dado pelo menor tempo conseguido nos trechos
non stop.
Como são as máquinas:
É fácil
reconhecer as motos de trial, As linhas são esbeltas, o tanque de gasolina
é reduzido e de desenho característico, e o banco é bem pequeno - aliás
ele é pouco usado, pois o piloto anda praticamente o tempo todo em pé,
sobre as pedaleiras da moto, para ter maior liberdade de movimentos. O
chassi é mais curto. Em conseqüência, os pesos se deslocam mais para cima
e deixam bastante espaço entre o motor e o solo. Os pneus devem ser resistentes
e reunir características de aderência a barro, pedregulho, pedra lisa,
terra e asfalto. O cano de escapamento não deve passar por baixo do motor
- para não diminuir o vão livre do solo e não amassar com eventuais batidas
- e precisa ter saída bem alta, para que a moto possa cruzar riachos sem
problemas. Em todas as categorias disputadas em trial, a mais difundida
é a de 350cm3. O trial exige motores com características especiais. A
preferência dos pilotos é pelos motores de dois tempos - são raros os
de quatro tempos. Motores elásticos e de pronta resposta Considerando-se
a cilindrada, eles não são muito potentes - aproximadamente 20 cv - mas
essa potência está bem distribuída por toda a faixa de giros do motor.
Como nesse esporte não importa muito a velocidade, os regimes de rotações
não são tão elevados quanto nas máquinas de cross. Portanto, são motores
que proporcionam respostas imediatas nas baixas rotações.
Tecnicamente
eles são definidos como motores elásticos - dotados de grande torque nos
baixos regimes de giros. Para aproveitar essa característica, adota-se
um câmbio com relações de marchas muito curtas, próprias para os trechos
non stop. Desde o primeiro Scottish, realizado em 1911, a cada ano aumenta
o contingente de pilotos e marcas que disputam os campeonatos europeus,
criados em 1968, e os mundiais, que começaram em l975. Um dos principais
pilotos da modalidade foi o veterano Sammy Miller, que teve uma longa
e vitoriosa carreira. Começou a competir em 1930 e ganhou mais de 900
provas, além de vencer os Scottish por cinco vezes: 62, 64, 65, 67 e 68.
Nesse último
ano, Sammy também venceu o campeonato europeu, que era realizado pela
primeira vez. Outro especialista da categoria foi Mick Andrews, que desenvolveu
a primeira moto Ossa de trial. Mais tarde, ele foi de grande valia para
a Yamaha, ao tornar sua moto competitiva. Andrews foi o único piloto a
igualar o recorde de Miller: também venceu cinco vezes o Scottish Six
Days Trial. Mais recentemente, foi o finlandês Yrjo Vesterinen quem dominou
as provas do campeonato mundial, vencendo nos anos de 76,77 e 78. Vesterinen
foi o primeiro a quebrar a hegemonia britânica nesse tipo de prova, abrindo
caminho para o sueco Ulf Karlsson - campeão mundial de 1980 -, além de
Charles Coutard, Bernie Schreiber, Gilles Burget, Jaime Subirá, Manuel
Soler e o campeãomundial de 1984, Eddy Lejeune. E já inventaram o trial
Indoor (dentro de estádios) Com a difusão da modalidade, foram criadas
as trial Indoor, que são provas feitas dentro de estádios, com obstáculos
construídos, e que atraem milhares de espectadores.
Oficialmente,
Speedway é uma prova motocilística de velocidade em circuito plano de
terra batida com duas retas e duas curvas. Mas, para entender essa competição,
o melhor é descrever como ela acontece. Num estádio oval repleto de torcedores
entusiasmados, o ar se enche de um cheiro forte de metanol, que é o combustível
usado nas motos. De repente, entram na pista quatro pilotos com roupas
extravagantemente coloridas, montados em máquinas parecidas com enormes
bicicletas motorizadas, sem freios e com um tanque minúsculo. Aos poucos,
posicionam-se atrás do start gate.
SEGURANDO
AS CURVAS COM SOLA DE AÇO
Os pilotos se colocam em posição de largada. Ao levantar-se o sinal, saem
em disparada, numa velocidade que não permite a menor margem de erro.
Nas curvas, sem freios, derrapam a mais de 100 por hora, e o pé esquerdo,
protegido por uma bota com sola de aço, cria um terceiro ponto de apoio.
Tudo muito rápido: cada bateria dura apenas 70 ou 80 segundos. Por muito
tempo, os Estados Unidos e a Austrália disputam a paternidade do Speedway.
Mas hoje se sabe, a partir de dados técnicos e fotos de provas feitas
em 1902, que os norte-americanos foram mesmo os pioneiros. A princípio,
as pistas eram grandes - de 800 a 1 600 m - e o solo era de cinzas. Por
isso a prova era chamada dirt-track racing (corrida em pista suja). Entre
as marcas destacavam-se a Excelsior, a Indian, a Harley-Davison, a Peerless
e a Cleveland, ferozes concorrentes, que adaptavam suas motos especialmente
para o Speedway. Em geral, cada fabricante tinha também seus próprios
pilotos. Nos anos 20, o norte-americano Cecil Brown levou o Speedway (ou
Broads iding, como também era chamado então) para a Austrália, onde essa
modalidade fez sucesso imediato. Os australianos já praticavam Speedway
sobre a pista de areia e o uso de cinzas permitiu novas proezas: na primeira
vez que o australiano Billy Lamont, montado numa AJS de chassi sobrelevado,
conseguiu fazer a curva com derrapagem controlada, causou a maior sensação.
Em 1927, dois motociclistas ingleses chegaram à Austrália por motivo de
negócios e ficaram fascinados por esse novo esporte. Então começaram a
enviar cartas e fotos do Speedway para revistas especializadas. Assim,
em maio de 1927, o clube de Camberley organizou a primeira competição
inglesa sobre pista de cinzas. Esse foi o primeiro Speedway realizado
na Europa. Rapidamente o esporte se impôs na Inglaterra e as pistas proliferaram.
Em 29, os ingleses fundaram uma liga e começaram um campeonato no qual
os pilotos de um clube enfrentavam os de outro. Logo, outros países como
Suécia, Finlândia, Polônia, Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria e União
Soviética aderiam ao Speedway, e todo mundo gostou. A popularidade foi
tanta que se tornou o esporte nacional em vários países.
UM SUECO
QUE NÃO DERRAPA MAS VENCE
O Primeiro campeonato mundial de Speedway foi em 1936, vencido pelo australiano
Lionel Van Praag, seguido do inglês Langton. Os pilotos ingleses e australianos
monopolizavam as corridas depois da Segunda Guerra Mundial, até que apareceu
aquele que seria um mito do Speedway - o sueco Ove Fundin. Além de ganhar
cinco títulos mundiais, ele inventou um estilo, no qual a velocidade substituía
as derrapagens espetaculares (que reduziam a velocidade nas curvas). Fundin
só foi igualado em títulos pelo neozelandês Ivan Mauger, cinco vezes campeão
mundial, além de campeão de Speedway em pistas longas, por duplas e por
equipe.
AS MÁQUINAS
DA PISTA SUJA
Durante
anos, o Speedway era feito com motos normais de passeio adaptadas. Depois
de 1950 usou-se o primeiro motor projetado especialmente para esse esporte.
Até se construir uma máquina com velocidade, potência e dirigibilidade
perfeitas, houve um grande número de testes, sobretudo na Inglaterra,
país famoso por paixão por veículos motorizados. De fato, os ingleses
ganharam a parada, fabricando um motor que originalmente se destinava
a usos industriais: era o motor de uma motobomba, um propulsor JPA. Simples,
veloz e fácil de manter, ele se mostrou muito competitivo. É um motor
de quatro tempos (como, aliás, todos os motores do Speedway), montado
sobre uma estrutura simples de ferro, muito leve. Sua parte traseira é
rígida, e a dianteira tem uma suspensão de pequeno curso. E, claro, não
tem freios. Seu chassi, criado há tanto tempo, continua sendo usado nas
provas atuais. Assim, a JAP reinou sobre as pistas ovais até 1965, quando
a tcheca Jawa-Cz lançou um novo modelo, mais fácil de acertar e mais potente
que a JAP, sobretudo na aceleração de largada e em pistas muito curtas.
A JAWA REINA
ABSOLUTA POR DEZ ANOS
O Sucesso da nova Jawa de 65 foi tamanho que por dez anos ela levou quase
todos os títulos e foi adotada pela maioria dos pilotos. Até que os ingleses
laçaram o motor Weslake de quatro válvulas (os anteriores eram de duas
válvulas) e as duas marcas "rainhas" tiveram de se render. A partir de
75, surgiram muitos novos motores e novas concepções técnicas. É o caso
do SRA de Neil Street, que leva um novo sistema de cabeçote com duplo
comando de válvulas, montado sobre o motor da Jawa. Nesse motor, os balancins
e varetas do comando de válvulas foram substituídos por uma corrente externa
recoberta por um cárter de alumínio. Também teve muito sucesso o motor
sueco ERM, em que, a partir do chassi da Jawa, se conseguiu montar um
novo cabeçote com duplo comando de válvulas, acionado por uma corrente
interna.
AS VARIANTES
NO GELO E EM PISTA LONGA
Além do circuito clássico em pistas de 400 m, há mais dois tipos: Speedway
sobre o gelo e sobre pista longa. Desde 1979, há dois campeonatos mundiais
no gelo (individual e por duplas) e um campeonato individual para pista
longa. Originário da Suécia, onde se realizou o primeiro campeonato em
1948, o Speedway no gelo obteve grande sucesso, basicamente nos países
nórdicos e nos do Leste. As pistas de gelo podem ter de 400 a 600 m. As
motos têm câmbio de duas velocidades e os pneus são cobertos por cravos
cônicos de tungstênio. O guidão é muito pequeno e as motos têm grandes
pára-lamas. O regulamento é praticamente o mesmo, só que as provas mundiais
são disputadas em duas etapas de vinte baterias cada. O Speedway em pista
longa usa circuitos de 800 a 100 m. Até 1971, ano de primeiro campeonato
mundial, predominaram os alemães: Poschenrieder ganhou três campeonatos
europeus com uma JAP. Tanto as motos como os estilos são diferentes nessa
modalidade, que é um misto de speedway clássico com corridas de pista:
tenta-se o máximo de velocidade possível, sem derrapagem nem contra-esterço.
O Regulamento
Em resumo, são estes os pontos básicos do regulamento para as provas do
Speedway:
1 - Speedway é uma prova de velocidade pura em pista de terra batida de
cerca de 400m, com curvas planas.
2 - Geralmente as provas têm vinte baterias com quatro pilotos em cada
uma.
3 - Cada piloto deve participar de 5 baterias, de modo que enfrente todos
os demais na corrida. Cada bateria se compõe de quatro voltas completas.
4 - Numa bateria, o primeiro colocado ganha 3 pontos, o segundo 2 e o
terceiro 1. Vence quem somar mais pontos em toda a prova.
5 - Não pode haver empate nos três primeiros lugares: se isso ocorrer,
promove-se um desempate. Do terceiro lugar em diante, o desempate se resolve
segundo as melhores colocações nas baterias.
6 - A partida se faz com um start gate elétrico. Quem o queima na largada
é desclassificado.
7 - Cada piloto traz no peito uma faixa com o emblema do país ou do clube.
O número vai pregado no ombro. Também há um capuz sobre o capacete, com
a cor correspondente à sua ordem de saída.
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